Criopreservação de gâmetas – Bancos de esperma e oócitos

A criopreservação de gâmetas é uma entre outras soluções apresentadas a casais com problemas de fertilidade. Quando um dos indivíduos (ou ambos) são sujeitos a ablação das suas gónadas ficam incapacitados de produzir, naturalmente, os seus próprios gâmetas. Surge então uma nova solução para estes casais que pretendem procriar: os bancos de gâmetas disponibilizam espermatozóides e oócitos a estes casais, provenientes de dadores anónimos, seleccionados através de comparação de características físicas (etnia, grupo sanguíneo, altura, cor da pele, cor dos olhos e cor do cabelo) entre dador e receptor, promovendo assim uma maior semelhança entre os futuros filhos e o pai/mãe não biológico.

Esta mesma técnica poderá ser utilizada em indivíduos que apresentam baixa produção de gâmetas. Um casal poderá ainda ser direccionado para este método em caso de diversas FIV/ICSI falhadas. A combinação dos dois casos supracitados, ditam, na maioria das vezes, a adopção deste processo.

Todavia, com o desenvolvimento das técnicas de Reprodução Assistida e dos protocolos de estimulação ovariana obtêm-se, frequentemente,um número de óvulos e embriões acima do suficiente para a transferência, por isso tornou-se necessário o aperfeiçoamento dos métodos de congelamento, também chamados de criopreservação. Em cada episódio de ICSI são produzidos zigotos excedentes remetendo para um elevado número de embriões criopreservados de destino incerto. Actualmente debatemo-nos com um problema ético: qual o fim destes embriões? Poderão ser utilizados por outros casais ou deverão ser meramente destruídos?

A grande dificuldade das técnicas de congelamento de células é a formação de gelo no seu interior. Para isto, é retirada água suficiente para que a formação de gelo intracelular seja mínima. As substâncias usadas no congelamento, os crioprotetores, tanto impedem a formação de gelo como previnem a exposição excessiva dos embriões a altas concentrações de soluto, controlando a entrada e saída de substâncias prejudiciais no interior da célula. Não se sabe ao certo quanto tempo os embriões se manteriam viáveis durante o congelamento, mas há relatos de sobrevivência e gravidez com embriões congelados durante 10 a 16 anos.

No próximo post iremos abordar a problemática da criopreservação de embriões: os embriões criopreservados são considerados como sendo já um ser vivo ou apenas um agregado de células?

Consultar bibliografia 

2 thoughts on “Criopreservação de gâmetas – Bancos de esperma e oócitos

    • Rita agradecemos a tua questão bastante pertinente. Após a realização de uma pesquisa, chegamos à seguinte conclusão: a inseminação artificial/intrauterina pode ser efectuada através de espermatozóides doados, ou seja, gâmetas masculinos criopreservados. Ao colocares a questão, pensamos que pretendias questionar se os espermatozóides apresentam mobilidade suficiente após o seu descongelamento, se esta característica de locomoção não é perdida a partir do momento em que estes são criopreservados (não permitindo assim a fecundação natural do oócito). Ao se encontrar informações acerca da utilização de gâmetas criopreservados em casos de inseminação artificial leva-nos a pensar que, mesmo depois de estes serem criopreservados e posteriormente descongelados, continuam a apresentar mobilidade pois caso isso não se verifica-se a IIU com espermatozóides doados não faria sentido algum. Contudo, mesmo recorrendo a bancos de espermatozóides a ICSI poderá ainda ser adoptada. Em caso de baixo número de oócitos a ICSI deverá ser utilizada por forma a diminuir os riscos de insucesso. Dado que não obtivemos uma resposta concreta à tua pergunta iremos tentar, junto da professora coordenadora, encontrar uma justificação que venha a comprovar ou não a nossa teoria.

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